segunda-feira, 8 de setembro de 2008

" O Zen é, na sua essência, a arte de ver na natureza do seu ser; ele indica a via que conduz da escravidão à liberdade. Fazendo-nos beber directamente na fonte de vida, ele libera-nos de todos os jugos sob os quais, criaturas limitadas, sofremos constantemente. Poderemos dizer que o Zen liberta todas as energias acumuladas normalmente e naturalmente em cada um de nós, e que, nas circunstâncias vulgares, são contraídas e deformadas ao ponto de não se poder encontrar uma via que lhes permita agir. O nosso corpo pode ser comparado a uma pilha eléctrica onde reside, em estado latente, um misterioso poder. Quando este poder não é posto em acção como convém, ou bem o mofo o invade e ele resseca, ou bem ele se perverte e se exprime de uma maneira anormal. O objectivo do Zen é, assim, o de nos salvar da loucura e da paralisia. O Zen deseja que abramos um "terceiro olho", segundo a expressão budista, sobre este espaço que jamais havíamos imaginado e para o qual a nossa própria ignorância nos havia fechado."


Na contracapa do livro: D.T. Suzuki, Essais sur le Bouddhisme Zen, premiére série.
Trad. LBT.
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Daisetz Teitaru Suzuki

Foto: http://scottshaw.com/buddha/

domingo, 7 de setembro de 2008

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Estudo de 'botas de camponesa' de Van Gogh
Acrílico sobre tela sintética colada em tábua, 25x35cm +-.
Pintura de Luís de Barreiros Tavares
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Na escura abertura do interior gasto dos sapatos, fita-nos a dificuldade e o cansaço dos passos do trabalhador. Na gravidade rude e sólida dos sapatos está retida a tenacidade do lento caminhar pelos sulcos que se estendem até longe, sempre iguais, pelo campo, sobre o qual sopra um vento agreste. No couro, está a humidade e a fertilidade do solo. Sob as solas, insinua-se a solidão do caminho do campo, pela noite que cai. No apetrecho para calçar impera o apelo calado da terra, a sua muda oferta do trigo que amadurec e a sua inexplicável recusa na desolada improdutividade do campo no Inverno. Por este apetrecho passa o calado temor pela segurança do pão, a silenciosa alegria de vencer uma vez mais a miséria, a angústia do nascimento iminente e o tremor ante a ameaça da morte. Este apetrecho pertence à terra e está abrigado no mundo da camponesa. É partir desta abrigada pertença que o próprio produto surge para o seu repousar-em-si-mesmo.

Martin Heidegger, A Origem da Obra de Arte, trad. M. Conceição Costa, Ed. 70, 1992, p.25.

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"O Apelo da Terra", mixed midea on canvas, 100x100cm, 2000.
Esta obra foi exposta na bienal da festa do Avante (2001).
Col. Aut.
Un moine vint trouver Chou-chan et lui demanda:
« Je vous en prie, jouer-moi une air sur une harpe sans cordes.»
Le maître resta silencieux un bref instant et lui dit:
L'entends-tu? - Non, je ne l'entends pas. - Et pourquoi, dit le maître, ne l'as-tu pas demandé plus fort?»






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Do livro:
Suzuki, D.T., Essais Sur le Bouddhisme Zen, premiére série, p.351.

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maximize o infra-fino.


L'infra mince. Evocando Marcel Duchamp

"7.

[...] Dans le temps un même objet n'est pas le même à 1 seconde d'intervalle.

Quels rapports avec le principe d'identité?"


"11v.

Quand la fumée du tabac sent aussi de la bouche qui l'exale, les 2 odeurs s'épousent par infra mince (infra mince olfactif)."


"18. La différence (dimensionelle) entre 2 objets faits en série [sortis du même moule] est un infra mince quand le maximum (?) de précision est obtenu."


in Duchamp. M., Notes, Paris, Champs, Flammarion, 2005.







Títulos: "Sem título", "Cabeça de touro" (2004), "Pós-contemporâneo?" (2011), "Onde está a Europa?","Where is Europa?", "Oú est l'Europe?"
Técnica mista sobre tela, 55cmx66cm. Pintura de Luís de Barreiros Tavares.
Obra oferecida ao Professor Eduardo Lourenço.
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Isto não é pré-histórico, Técnica mista e colagem (ferro) sobre tela, 70x90cm + -, 2001.
Colecção particular
Pintura de Luís de Barreiros

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Sem título, ou Psychê, técnica mista sobre tela, 116x80cm, 1999.
Pintura de Luís de Barreiros Tavares
Obra destruída

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Bisonte, técnica mista sobre tela, 116x80cm, 1999.
Pintura de Luís de Barreiros Tavares
Colecção de Luísa Pinto Ramos
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Obras espoxtas no acervo 2001 em Leiria pelo Colectivo Perve galeria arte e multimédia.
http://www.perve.org.pt/Acervo/index.html
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No canto direito a tela cujos títulos possíveis são: "acroásis", "o grande ouvido" ou "a escuta do muro" (colecção privada). Ao centro obra apagada e ao canto da parede obra modificada.
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Pintura de Luís de Barreiros Tavares do lado direito da foto.



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Quatro pinturas de Luís Tavares do lado esquerdo da foto.














O bosque
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"O Bosque", 2001. Esta obra pode ver-se ao fundo na foto que a precede numa mostra da Perve galeria arte e multimédia.
Sobre esta pintura foi feita uma outra.
Porém, esta não lhe fica atrás.
By LBT


Ver esta e outras obras do autor em exposição da Perve Galeria Arte e Multimédia:

http://www.perve.org.pt/sensus/img_gra_sur/Imagem2.jpg
http://www.perve.org.pt/sensus/img_gra_sur/sala2_cNichos.jpg

http://www.perve.org.pt/Acervo/index.html


 

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

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Un monje le preguntó al maestro Tung shan: " Qué es el Budha?" Tung Shan le respondió: " Tres libras de lino!"









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Toshihiko, I., El Zen Kôan, p.20.
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http://thebuddhistblog.blogspot.com/2007/12/blending-christmas-with-winter-solstice.html